Projeto do Mês


"Preparação para a implementação de um configurador de manufatura"

Como uma metodologia estruturada em três fases reduz significativamente o risco e a complexidade antes da implementação de um configurador de manufatura.

NÚMEROS PRINCIPAIS


  • Redução de 36% na lógica de configuração com funcionalidade inalterada
  • 59% menos modelos de configuração por meio de modelagem consolidada e parametrizada.estruturas

SITUAÇÃO INICIAL


O cliente planejava implementar um configurador de manufatura para atender aos requisitos de produção automatizada, como a geração de dados de máquinas e o gerenciamento da crescente variedade de produtos. No entanto, o cenário de dados de configuração e projeto existente era fragmentado, insuficientemente documentado e distribuído por vários sistemas e detentores de conhecimento individuais.


Os principais desafios incluíram:

  • Dados de projeto inconsistentes entre desenhos CAD, programas CNC e lógica ERP.
  • A lógica de configuração, que cresceu organicamente ao longo dos anos, está oculta e redundante.
  • Falta de documentação padronizada das regras de projeto e suas dependências.
  • Alto risco de transferir inconsistências existentes para o novo ambiente de configuração sem verificá-las.


Sem uma preparação estruturada para avaliar a complexidade da configuração e validar a lógica do projeto, havia o risco de conjuntos de regras falhos, retrabalho dispendioso, prolongamento da duração do projeto e escalabilidade limitada.

ABORDAGEM


Metodologia de preparação em três fases

Fase 1 – Preparação dos dados de projeto

  • Identificação de tipos de produtos representativos com base em uma análise de uso (análise ABC)
  • Estruturar as peças em famílias de peças claramente definidas.
  • Coleta sistemática de dados de projeto relevantes para a configuração, utilizando listas de verificação padrão desenvolvidas.
  • Validação de dados de projeto em desenhos CAD, programas CNC e conhecimento especializado.
  • Aplicação dos princípios da modularidade para padronizar interfaces e reduzir a complexidade das regras futuras.


  • Resultado:
    Modelos de projeto validados para lógicas de encaixe, padrões de cavilhas, processamento de bordas, bem como lógica de materiais e superfícies – como uma base confiável para a construção subsequente do sistema.

Fase 2 – Estruturação e validação da lógica de configuração

  • Extração e análise da lógica de configuração existente baseada em ERP.
  • Identificação de recursos de configuração frequentemente usados
  • Modelagem de recursos para a representação transparente de dependências e restrições.
  • Verificação da lógica de configuração
  • Eliminação de opções de configuração redundantes, sobrepostas ou inconsistentes

  • Resultado:
    Redução da lógica de configuração por
    36%, com escopo de configuração inalterado e resultado consistente.

Fase 3 – Agrupamento de modelos de engenharia e validação de viabilidade

  • Definição de três estratégias alternativas para o agrupamento de modelos de engenharia.
  • Avaliação baseada em flexibilidade, facilidade de manutenção, escalabilidade, robustez e complexidade.
  • Análise de utilidade envolvendo múltiplas partes interessadas
  • Seleção da estratégia de modelagem ideal
  • Protótipo conceitual para validar a viabilidade sem a necessidade de implementação completa do sistema.

  • Resultado:
    Redução de grupos de modelos de configuração por
    59% Ao fundir as áreas do catálogo de produtos, cria-se uma base escalável e de fácil manutenção para a implementação.

BENEFÍCIOS PARA O CLIENTE


O projeto demonstra claramente que uma fase de preparação estruturada reduz significativamente o risco de implementação e os custos de manutenção a longo prazo:

  • O conhecimento de engenharia e configuração é transparente, documentado e verificável.
  • A lógica redundante e inconsistente foi eliminada antes da configuração do sistema.
  • A complexidade dos modelos de configuração futuros foi reduzida, mantendo-se a flexibilidade.
  • A metodologia permitiu tomar decisões bem fundamentadas em relação ao escopo e à estrutura do configurador.

Ao separar consistentemente a preparação da implementação, a implantação do configurador de engenharia agora pode ocorrer com base em dados validados e com risco significativamente reduzido.